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Sexta-feira Santa

10 de abril de 2020by Flávia Facci

Hoje, não precisaríamos multiplicar palavras, tamanho o mistério que nos envolve ao contemplar a paixão e morte do Senhor. O amor feito serviço no lava-pés agora se entrega na cruz (cf. Jo 18,1-19,42). E o faz livremente, para dizer-nos que
fomos reconciliados e salvos por um amor sem limites. O Crucificado tomou sobre si nossas dores e dramas, sofrimentos, angústias e esperanças. Nada deixou de ser redimido. Desde então, ninguém pode se sentir abandonado e só. “Tenhamos por certo que Deus nos concederá a graça de carregar serenamente nossa cruz, de seguir de perto Jesus Cristo e viver de sua vida no tempo e na eternidade” (SV XII, 227). Com sua morte, Cristo visitou nossas solidões, dissipou nossas trevas, afugentou nossos medos. E, nesta sexta- feira, nós nos colocamos aos pés de sua cruz, com Maria, sua mãe, e com aqueles que se mantiveram fieis até o fim. Vendo-o crucificado, tomamos consciência do muito que recebemos e de tudo o que ainda nos cabe fazer para corresponder a um amor assim tão grande. Que saibamos colocar-nos ao lado dos crucificados da vida, com a solidariedade do Cirineu, com a compaixão das discípulas, com a serena fortaleza da Mãe.