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Sábado Santo

11 de abril de 2020by Flávia Facci

Um grande silêncio envolve a Terra. Entrando nas sombras da morte, o Filho de Deus desceu ao abismo mais profundo da existência. Àqueles que decidiram seguir Jesus de Nazaré, a cruz parecia ter sido o trágico fim da vida, da esperança e do amor. Um inaceitável fracasso! Triunfo do pecado e do mal que conduziram ao absurdo da morte a quem só fez o bem. Mas este não poderia ser o fim daquele a quem o Pai haveria de ressuscitar, fazendo-o derrotar toda negatividade do coração humano e do mundo. Na noite santa de hoje, a luz dissipa a escuridão, o louvor rompe o silêncio, a solidão é povoada, a beleza e a bondade reflorescem, a vida desponta em todo seu esplendor. O Cristo Ressuscitado abriu-nos o caminho do amor eterno, da paz que não passa, da esperança que não decepciona, da vitória final. À luz da fé, quanto mais densa é a noite, mais promissora é a aurora que germina em seu seio (cf. Lc 24,1-12). Nada melhor, então, do que ouvir, como se dirigidos a nós, estes augúrios pascais de São Vicente: “Vivei de uma vida toda nova e toda divina em Jesus Cristo Ressuscitado. Pedi-lhe esta graça para todos nós, a fim de que busquemos e aspiremos, sem cessar, as coisas do alto e para lá caminhemos, com as obras de nossa vocação, para atrair muitos outros para o Céu” (SV VIII, 278-279).