Instrumentos de Percussão

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Instrumentos de som determinado
Tímpano
Carrilhão
Xilofone
Instrumentos de som indeterminado
Triângulo
Prato
Caixa
Bombo
Pandeiro
Tantã
Castanhola

São instrumentos basicamente rítmicos. O som é produzido por vibrações transversais numa membrana estendida sobre uma cavidade ressoante ou em corpos sólidos.

Podem ser divididos em dois grupos:
- os de som determinado – aqueles capazes de produzir alturas precisas (as notas musicais);
- os de som indeterminado – de altura indefinida, isto é, ruídos.

Entre os primeiros estão: tímpanos, carrilhão, xilofone, celesta, glockenspiel, marimba e vibrafone. No segundo grupo estão: triângulo, pratos, caixa, bombo e outros menos freqüentemente usados na orquestra sinfônica, como o pandeiro, o tantã, as castanholas , o agogô, o chicote, etc...

Tímpanos

Indispensáveis à orquestra, na qual foram introduzidos em 1670, pelo compositor francês Lully, os tímpanos se originaram dos “naqqara” árabes, por volta do século XII.

Constituem-se de uma caixa de ressonância feita de madeira ou metal, de formato semi-esférico, com cerca de 60 cm. de diâmetro e coberta por uma pele estendida sobre um arco. São percutidos por meio de baquetas denominadas “bilros”, cuja extremidade, arredondada, é revestida de feltro.

Em geral, a orquestra possui de dois a quatro tímpanos, executados por um mesmo instrumentista. São afinados em quartas ou quintas.

 

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Carrilhão

Conjunto de lâminas ou tubos dispostos numa armação e percutidos por uma espécie de martelo, o carrilhão aperfeiçoou-se e difundiu-se no século XVI. A extensão das notas varia muito, não chegando, entretanto, a alcançar mais de 2 oitavas. Possui sons diatônicos e cromáticos.

A percussão também pode ser feita por mecanismo de teclado, recebendo então o nome de celesta. Nesta, as teclas acionam martelos que percutem lâminas metálicas, produzindo um som límpido. Alcança 5 oitavas (dó1 a dó6).

 

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Xilofone

Formado por lâminas de madeira de tamanhos variados, dispostas em fileiras horizontais, seu alcance varia de modelo para modelo. Os maiores atingem 4 oitavas, a partir do dó médio. É percutido por meio de 2 baquetas, obtendo-se trinados, trêmulos, arpejos e repetição rápida de uma mesma nota.

Formas variantes do xilofone são o glockenspiel, o vibrafone e a marimba. O glockenspiel constitui-se de lâminas de aço dispostas em duas fileiras horizontais, percutidas por uma baqueta, denominada “maceta”. Alcança duas oitavas e meia (sol3 a dó6 ou sol2 a dó5).

Derivado, provavelmente, do glockenspiel, o vibrafone surgiu por volta de 1920. Possui lâminas de aço vibradas por martelos também de metal. Sob cada lâmina, há um ressonador operado eletricamente, que amplia e confere maior nitidez ao som. Possui timbre doce e aveludado.

A marimba, de origem africana e desenvolvida na América Central, é um instrumento usado sobretudo pelas orquestras típicas populares de alguns países centro-africanos. Integra, por vezes, o aparato percussivo das orquestrações de alguns compositores contemporâneos. Seu timbre é um pouco mais grave que o do xilofone. Alcança 4 oitavas, começando no dó abaixo do dó médio.

 

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Triângulo

O menor dos instrumentos de orquestra, consiste numa vareta de ferro dobrada em formato de triângulo. É percutido com uma baqueta também de ferro. Os sons emitidos, sempre agudos, podem ser curtos e isolados ou formar uma cadeia semelhante à do trinado, provocada por batidas rápidas e sucessivas.

Conhecido na Europa no século XIV, só foi empregado na orquestra a partir do século XVIII, por Mozart.

 

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Pratos

Derivados dos címbalos, discos metálicos usados no Egito Antigo, foram introduzidos na Europa durante a Idade Média. Medem cerca de 50 cm. de diâmetro e são percutidos com uma vareta ou chocados um contra o outro, podendo então produzir uma sonoridade que se sobrepõe a toda a orquestra.

Quando executados pelo mesmo instrumentista que toca os tímpanos, um dos pratos pode ser fixado a um suporte, fazendo-se que o outro caia sobre ele, por meio de um pedal. Os pratos foram introduzidos na orquestra sinfônica no século XVIII, por Cluck. Entre os românticos, o seu uso se popularizou.

 

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Caixa

Assim como os tímpanos e o bombo, a caixa é um instrumento da família dos tambores. Surgiu no século XV, como um desenvolvimento do tamborim, muito utilizado nos regimentos medievais de infantaria.
De formato cilíndrico, feita de latão ou madeira, é revestida de pele de vitela, geralmente apertada por parafusos que regulam o som. Há dois tamanhos:
- um maior e mais fundo, com sonoridade mais opaca;
- outro, menor, é circundado por cordas metálicas, que lhe dão sonoridade mais viva e brilhante.

Ambos são percutidos com uma ou duas baquetas de madeira ou com uma escova de arame, quando se quer obter efeitos especiais. Instrumento característicos das bandas militares. A caixa passou a integrar efetivamente a orquestra sinfônica, a partir do Romantismo.

 

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Bombo

Conhecido também como grande tambor, constitui-se de uma caixa circular de madeira ou folha de ferro, coberta na parte superior e inferior por uma pele esticada, apertada nas extremidades por parafusos de pressão.

Distingue-se da caixa pelo tamanho, pois é muito maior, e por ser executado em posição horizontal. É percutido por uma baqueta denominada “maceta”. Característico das bandas militares, foi introduzido na orquestra sinfônica por Mozart, em meados do século XVIII.

 

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Pandeiro

Originário do Oriente Médio, constitui-se de um arco de madeira, com ou sem guizos, tendo uma pele esticada na parte central. É agitado com uma das mãos ou percutido. Muito utilizado na músicas folclórica de alguns países. Também chamado de “pandeireta”.

 

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Tantã

De origem oriental, constitui-se de um disco metálico, geralmente de bronze, suspenso, que se faz vibrar, batendo-se com uma baqueta ou martelo, sobre as extremidades ou no centro. Produz som forte e de altura indefinida. Foi introduzido na orquestra sinfônica em fins do século XVIII. Sendo mais utilizado pelos compositores contemporâneos, geralmente em momento de clímax ou para sugerir desespero.

 

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Castanholas

Também de origem oriental, provavelmente fenícia, as castanholas se disseminaram pela Espanha, transformando-se em instrumento típico do país. Constitui-se de duas peças de madeira, marfim ou ébano, em formato de concha, unidas por uma fita ou cordão, que o instrumentista enrola entre os dedos.

O som é produzido, percutindo-se uma contra a outra. Comum nas orquestrações de compositores espanhóis.

 

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